quarta-feira, 13 de junho de 2007

O que é uma Mãe?

No dia em que Deus criou as mães (e já estava a trabalhar há seis dias e seis noites), um anjo apareceu-lhe e disse:
- Porque é que esta criação vos deixa tão inquieto, Senhor?E Deus respondeu-lhe:
- Já viste as especificações desta encomenda? Tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de almofada para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde uma pequena ferida até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos. O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:
- Seis pares de mãos Senhor?
- Parece impossível !?! Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus - e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter? O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:
- E isso é possível?
O Senhor Deus retorquiu:
- Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para saber o que as crianças estão a fazer lá dentro (embora ela já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em pranto, dizendo-lhe: - "Eu compreendo-te e eu te amo! - sem dizer uma palavra. E o anjo mais uma vez comentou:- Senhor...já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
- Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne picada e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho... O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:
- É muito delicada Senhor! Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
- Mas é muito resistente! Não imaginas o que esta pessoa pode fazer ou suportar!O anjo, analisando melhor a criação, observa:
- Vai ali uma gota a correr, Senhor...- Não é uma simples gota, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
- Vós sois um génio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação.- Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que criei. Apareceu assim...

Autor: desconhecido in http://www.comamor.com.br/mae_2.asp

segunda-feira, 4 de junho de 2007

ACONTECEU MESMO!

Num teste de Biologia um aluno explica a função da raiz nas plantas:
R.“A principal função da raiz é enterrar-se”
Comentário da professora: - Já te enterraste e bem...

Não é anedota...antes fosse.


quarta-feira, 30 de maio de 2007


Eu, não fui.


Não fui eu.

A culpa não é minha.


Eu?…não!


A sério que não fui eu!


Juro que foi o gato.

A culpa é do gato…ou do mordomo.


Não!

Não fui eu.

Eu?

Não fui.


Não fui porque não sou.




Sim, fui eu o culpado deste post.
Sim é meu e escrito por mim.
Fui eu o que escrevi...coloquei-me em bicos de pés e quis fazer de poeta sem ter a mínima vocação.


É verdade e assumo.

terça-feira, 29 de maio de 2007

CRISTIANO DE ONTEM E DE HOJE

Este são uns versos escritos numa plaqueta de um estudante da Universidade de Coimbra nos idos anos quarenta.

Vejam como não há grande diferença entre os estudantes dos anos quarenta e os de hoje.


Pr’onde vais tu Cristiano,
Pr’onde vais tão devagar?
-Vou pr’à praça passear
Pois não tenho que estudar,
S’tou no principio do ano.

Pr’onde vais tu Cristiano,
Pr’onde vais sem te ralar?
-Vou pr’à praça passear,
Não começo inda a estudar
Estou só a meio do ano.

Pr’onde vais tu Cristiano,
Pr’onde vais com esse andar?
-Vou pr’à Praça passear,
Nem vale a pena estudar
Estamos já no fim do ano.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

HUMILDES GOTAS DE ÁGUA

FOTO DA AUTORIA DE MIGUEL K.




Madre Teresa de Calcutá costumava dizer, segundo seus próximos, que ela achava que a sua obra era apenas uma gota de água no meio da imensidão do mar. Mas imediatamente acrescentava que a imensidão do mar era constituída por humildes gotas de água.

Só desejo que, na imensidão do que falta fazer na Educação, hajam muitas humildes gotas de água.

ENIGMAS


A verdade é que já tentaram tudo para atrair as atenções do público.
Com o objectivo de se possuir uma grande quantidade de inutilidades mais um carro que dá 300 km/h, para andar nas estradas portuguesas onde a velocidade cada vez mais é controlada, levou a que muito boa gente experimentasse dizer e escrever as coisas mais idiotas.

E a alguns a coisa saiu-se bem!

Conseguiram de facto aparentar o que eram sem saberem.
Hoje toda a gente sabe que são mesmo idiotas. Não são nenhuma imitação.

Há outros que fabricam idiotas.
Torcendo as ideias dos outros e fazendo-os crer nas suas patranhas.

Mas desses nem falo pois acusam-me de estar sempre a falar de política.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

COMO SERÁ O FUTURO (1) ?

"O mundo do futuro será uma luta cada vez mais árdua contra as limitações da nossa inteligência."


Wiener, Norbert; God and Golem Inc. (London/Cambridge, Mass: MIT Press, 1962), p. 69.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

VONTADE E EDUCAÇÃO

A maioria das pessoas entende que a formação se reduz à simples aprendizagem e talvez à prática das boas maneiras.

Supõe-se haver uma boa formação quando se adquiriu uma sólida bagagem intelectual. Ou se cultiva um gosto requintado de impecável apresentação.
Ou se exibe um fluente vocabulário.
Ou ainda se apresenta um equilíbrio físico, próprio daqueles que se dedicam apaixonadamente a desportos ou práticas de cultura física.

Para a maioria, a formação resume-se à aquisição daqueles meios que ajudam a vencer na vida. O resultado importa mais do que o meio.

A formação estética, a formação intelectual, a preparação técnica e a cultura física são reais valores para o indivíduo e para a sociedade só quando tiverem uma sólida base de vontade forte e decidida.

A vontade, a despeito do muito que se possa dizer em contrário, é a grande faculdade humana. Sem ela, a inteligência fica diminuída, a sensibilidade confusa, as diversas maneiras de formação não passam de formalidades externas, que não valorizam a vida.

Sem o influxo da vontade, até mesmo a vida espartanamente religiosa não passa de vã mentira.

Todos sentimos a luta titânica que se trava dentro de nós.
Por vezes, as intenções são óptimas e decididos os propósitos. Mas a vontade é desoladoramente frouxa, e os propósitos são reduzidos a lúgubres ruínas, que atestam a nossa fraqueza e a nossa cobardia.

S. Paulo descreve dramaticamente, na Epístola aos Romanos, esta dualidade, por vezes dolorosa, que se passa dentro de nós. Antes dele já Platão comparara a alma humana a um carro puxado em direcções opostas, por dois cavalos fogosos. De um lado, a voz dos sentidos, com as miragens estonteantes da carne, com as tentações violentas “do mais fácil”.
Do outro, a voz que clama o que está correcto, porque é clara e nítida, a chamar-nos a uma vida mais coerente com o que realmente desejamos, que exige sacrifícios e ordena algumas privações.

Ora o ser humano que queira formar-se ou que pretenda formar outros, tem de atender particularmente à construção da vontade.

Sem vontade, não há esforço e sem esforço não há grandeza.

Só o domínio de si próprio é o esforço aplicado ao equilíbrio de todas as faculdades, em todas as emergências da vida.
Por isso será lícito afirmar que é a vontade que devolve o humanismo em risco de se perder pelos prazeres da evolução humana.

Sentimo-nos deslumbrados, perante o clarão do resultado das inteligências penetrantes e vigorosas. Desde o telemóvel até ao pc mais sofisticado, acabamos sempre por usufruir desses “gadgets”, resultados dessas inteligências vigorosas.

A verdade porém é que essas inteligências só serão fecundas quando utilizam a perseverança.

É a vontade que as domina, é o esforço que as condiciona.

Sem isso, serão relâmpagos que brilham um momento, e não sóis que sempre e perenemente iluminam.

O mundo não se governa a golpes de génio, porque esses golpes são necessariamente, intermitentes e raros.

A vida tem de se governar por uma acção contínua e persistente.

terça-feira, 22 de maio de 2007

VALE A PENA SEPARAR "ÁGUAS"

A política anda a confundir-se com economia, ou fizeram-na confundir, no início do século XIX.

O que tem como consequência uma enorme confusão de objectivos.
A economia tem como objectivo, razões de ordem material e valorativa, a politica deveria ter o objectivo de resoluções de problemas sociais.

Então, em vez da economia andar a servir a politica, anda a politica a servir a economia. Daí as diferenças sociais (entre outras) cada vez maiores e, sobretudo a descrença, na política.

Por favor, não confundam e não nos confundam porque pagamos todos preços muito altos.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A CARTA DO MEU MESTRE

Tenho que publicar esta carta do grande Mestre Agostinho da Silva que é dirigida a todos quantos se preocupam com o Cuidar.

A colagem está errada, pois não nos devemos apropriar do que outro escreveu. Mas quando o outro pensa de maneira tão clara, nada mais há a dizer.


"Meu caro amigo:

Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus.

Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas.
Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence.
São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem".


Agostinho da Silva

quinta-feira, 17 de maio de 2007

QUADROS E ENQUADRAMENTOS

Os quadros de giz, aqueles pretos ou verdes, onde tinhamos que riscar com o giz que às vezes faziam aquele barulho que fazia ranger os dentes...recordam-se?

Já não há necessidade de os nossos miúdos rangerem os dentes como nós o fizemos. Hoje temos os quadros interactivos e de uma pesquisa que fiz encontrei um sistema que transforma um quadro branco ou até uma parede num quadro interactivo.

A solução que encontrei está aqui
http://www.imagina.pt/promocoes/pack_ebeam_projeccao.php

Viva a liberdade abaixo a tirania dos quadros de giz :D

terça-feira, 15 de maio de 2007

PASSE A PALAVRA À ESCOLA MAIS PRÓXIMA

O Ministério da Educação vai comprar equipamentos tecnológicos para as escolas do 2 e 3º ciclo e secundário que se candidantarem até 31 de Maio deste ano de 2007

Veja mais aqui http://www.crie.min-edu.pt/rss/ >Atribuição de Equipamentos Tecnológicos > consulte o Edital

Poderão vir a receber diversos equipamentos tais como quadros interactivos, computadores portáteis, projectores, entre outros.
Trata-se de uma excelente notícia para as escolas do nosso país, que se debatem com problemas de falta de equipamento, sobretudo no que diz respeito às novas tecnologias.

Tenho só uma questão: o Ministério da Educação vai compara a que empresa(s)?

Dado que não há anúncio publico para o fornecimento desse material, como é que vai comprar?

Não quero acreditar, que façam este tipo de aquisição de uma maneira sorrateira.
Penso que deveriam ser mais claros nos editais - é só uma sugestão.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

SEGREDOS A AMIGOS VIRTUAIS


Imaginem um ser virtual que é amigo do(a) seu(a) filho(a).
Esse ser tem corpo seleccionado pelo utilizador (avatar) e vai aprendendo com o utilizador(a) a seleccionar o que mais lhe interessa. É um amigo porque é um ser que aconselha, recomenda e interage como um ser inteligente (fazendo uso da inteligência artificial).
Na verdade, este projecto está próximo de se tornar realidade.
Ainda está tudo no segredo dos deuses...mas posso dizer que na equipa (que está a desenvolver este projecto) está um português com larga experiência no ensino e nas novas tecnologias.
Vamos aguardar próximas novidades ;)

sexta-feira, 11 de maio de 2007

-Como deixar de usar o bacio- sim, parece um bom título.

Perspectivas...

... que fazem a curiosidade (criatividade) e educação parecerem distantes...



I have no special talents. I am only passionately curious.

Albert Einstein



The only time my education was interrupted was when I was in school.

George Bernard Shaw

quinta-feira, 10 de maio de 2007

CUIDAR DE PORTUGAL

Hoje trago este texto de Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso In Revista Exportar e que acho interessante pela visão optimista, tão pouco comum aos discursos sobre o nosso país.

É verdade que Portugal tem muitos problemas, alguns bastante complicados, mas também é verdade que o péssimismo só trava a sua resolução.

«Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.

Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.

Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir,o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou EstadosUnidos.

Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).

Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.

Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.

Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência.
Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial.
Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.

O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.

Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se,por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP,Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft,Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação.

Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País,mas dirigidaspor portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana). É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamentesempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.

Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmenteo que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheiade palha.E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.

Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados,porque não hão-de os bons serem também seguidos?»

quarta-feira, 9 de maio de 2007

SER PORTUGUÊS É SER...


ESCOLA INTERACTIVA OU INTERACTIVIDADE NA ESCOLA?

O termo ‘escola interactiva’ está a entrar cada vez mais no nosso vocabulário corrente.

Cada vez mais, fala-se em ‘escolas interactivas’ para designarmos as escolas que têm computadores na sala de aula. Esse é o significado mais corrente desta expressão, a julgar pelo que vemos e ouvimos nos meios de comunicação social.

Mas, será que basta termos ferramentas tecnológicas nas escolas para que a Educação atinja os seus verdadeiros objectivos?

Pensamos que não.
Não é a tecnologia, só por si, que melhora o nosso sistema de ensino.
Consideramos um erro que nas antigas disposições de uma sala de aula se coloquem computadores e a isso se chame pomposamente ‘escola interactiva’.

A tecnologia permite a interactividade, não a dá.
A interactividade tem que ser um produto da Educação e não da tecnologia.
Para haver a dita ‘interactividade’ é necessário começarmos por alterar a disposição da sala de aula.
Não é necessária uma mobília escolar sofisticada, basta que seja ergonómica. Terão é que estar dispostas em volta do professor.
Ninguém fica à frente ou atrás. Todos estão ao mesmo nível.
Depois, terá que haver a preocupação de preparar os alunos para o presente, não o ‘presente’ do professor mas o ‘presente’ dos alunos.
Ou seja, os alunos de hoje são os cidadãos de amanhã. Devem por isso, estar preparados para as mudanças naturais da sua realidade.
Não basta continuar a ensinar às crianças as vogais e os números, é necessário que estejam aptos para serem cidadãos preocupados e preparados para lidarem com questões como a ecologia, aceitação da diversidade de outras culturas, novos produtos da ciência e suas questões ou até problemas energéticos.
Não se pense que são questões demasiado avançadas para crianças que iniciam a sua aprendizagem. Pois estes são problemas que vão afectar muito mais a realidade deles do que está a afectar a nossa, e já nos afecta bastante.
Hoje, dar uma boa formação a estes cidadãos do futuro é prepará-los para o que há-de vir e não prendê-los a um ensino do século XIX.
A interactividade é antes de tudo um trabalho de conjunto entre alunos e professor e tem que ter objectivos bem pensados e apontados à funcionalidade do futuro. A tecnologia é apenas um meio, que apesar de muito superior aos meios tradicionais, apenas transporta o ensino que se quiser dar.

Por isso ‘escola interactiva’ tem que ser um pleonasmo e não uma expressão da moda. Na medida da sua maleabilidade para objectivos claros e funcionais de preparação de futuros cidadãos.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

VIVA A CÁBULA

A ideia caturra de que o professor deve punir o aluno que leva a sua cábula para o teste, deve ser pensada.
A verdade, é que nos referimos às velhas cábulas como auxiliares de memória acrescentando um sorriso trocista. Que bem descreve a opinião generalizada.
A crítica aos auxiliares de memória é clara e trocista.
Mas vejamos este termo ‘auxiliares de memória’, que significa, sem ironia ou cinismo, isso mesmo ajuda à memorização.
Será errado o aluno levar ajuda à sua memória?
A reflexão sobre este assunto, das cábulas, leva-nos a um outro assunto. Deverá o ensino continuar a premiar, em grande medida, a memória do aluno?
Ou melhor, deveremos premiar os alunos que adquirem conhecimento, pelo seu interesse, ou deveremos premiar os que têm mais facilidade de memorização?
Que critério se deverá seguir?
Premiar o conhecimento, é claro!
Premiar uma memorização que termina depois de teste, de forma alguma!
A este tipo de memorização, dizia um excelente professor que era uma “aprendizagem tipo bancária”. Pois, explicava este professor, que de nada servia ‘creditar’ matéria e ‘debitá-la’ no teste, resultando um ‘saldo’ final negativo.
Mas queiramos ou não, a verdade é que ‘memorização’ não é o mesmo que conhecimento.
A confusão é muito mais comum do que nós imaginamos.
Mas talvez devêssemos colocar como objectivo, o conhecimento em vez da memorização.
Até porque, estudam mais os alunos que fazem a sua cábula. Com o esforço acrescido de resumirem a matéria, criando critérios para o que de facto é importante.
Mas todo este esforço deverá ter á sua altura um pedagogo com um conhecimento vasto (talvez aqui possamos dizer ‘cultura geral’) que permita avaliar um aluno com critérios verdadeiramente definidos.
Está lançado este desafio.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

NEURÓBICA

Iniciamos este blog ‘ardecuidar’ com uma sugestão para cuidar do seu cérebro.

Uma descoberta dentro da Neurociência, revela que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que a NEURÓBICA, a "aeróbia dos neurónios", é uma nova forma de exercício cerebral projectada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de actividades dos neurónios do seu cérebro.

Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão a fazer, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.

Tente fazer um teste:

- Use o relógio de pulso no braço direito;

- Escove os dentes com a mão contrária da de costume;

- Ande pela casa de trás para frente;

- Vista-se de olhos fechados;

- Estimule o paladar, coma coisas diferentes;

- Veja fotos de cabeça para baixo;

- Veja as horas num espelho;

- Faça um novo caminho para ir ao trabalho;

- Converse com o vizinho que nunca costuma cumprimentar;

A proposta é mudar o comportamento rotineiro.
Tente, invente, faça alguma coisa diferente e estimule o seu cérebro.
Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o rato de lado?
O RATO???
(que é isso?)

Poluição televisiva

Poluição televisiva

Cuidar em vez de 'domesticar'

Cuidar em vez de 'domesticar'