A ideia caturra de que o professor deve punir o aluno que leva a sua cábula para o teste, deve ser pensada.
A verdade, é que nos referimos às velhas cábulas como auxiliares de memória acrescentando um sorriso trocista. Que bem descreve a opinião generalizada.
A crítica aos auxiliares de memória é clara e trocista.
Mas vejamos este termo ‘auxiliares de memória’, que significa, sem ironia ou cinismo, isso mesmo ajuda à memorização.
Será errado o aluno levar ajuda à sua memória?
A reflexão sobre este assunto, das cábulas, leva-nos a um outro assunto. Deverá o ensino continuar a premiar, em grande medida, a memória do aluno?
Ou melhor, deveremos premiar os alunos que adquirem conhecimento, pelo seu interesse, ou deveremos premiar os que têm mais facilidade de memorização?
Que critério se deverá seguir?
Premiar o conhecimento, é claro!
Premiar uma memorização que termina depois de teste, de forma alguma!
A este tipo de memorização, dizia um excelente professor que era uma “aprendizagem tipo bancária”. Pois, explicava este professor, que de nada servia ‘creditar’ matéria e ‘debitá-la’ no teste, resultando um ‘saldo’ final negativo.
Mas queiramos ou não, a verdade é que ‘memorização’ não é o mesmo que conhecimento.
A confusão é muito mais comum do que nós imaginamos.
Mas talvez devêssemos colocar como objectivo, o conhecimento em vez da memorização.
Até porque, estudam mais os alunos que fazem a sua cábula. Com o esforço acrescido de resumirem a matéria, criando critérios para o que de facto é importante.
Mas todo este esforço deverá ter á sua altura um pedagogo com um conhecimento vasto (talvez aqui possamos dizer ‘cultura geral’) que permita avaliar um aluno com critérios verdadeiramente definidos.
Está lançado este desafio.
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